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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Zezé Motta participa do álbum Ataulfo Alves - 100 Anos



No ano em que se celebra o centenário de nascimento de um dos maiores compositores da MPB, Ataulfo Alves (1909 - 1969), a gravadora Lua Music preparou uma homenagem em dose dupla ao autor de Na Cadência do Samba , Mulata Assanhada , Ai, que Saudade da Amélia , entre outros clássicos de nosso cancioneiro.

Ataulfo Alves - 100 Anos reúne regravações de 34 músicas do compositor em dois volumes vendidos separadamente ou em embalagem dupla. O CD 1 agrega nomes da velha guarda da MPB. O CD 2, traz artistas da cena contemporânea.

No 1º volume estão reunidos nomes como Elza Soares, Elba Ramalho, Angela RoRo, Fafá de Belém, Alaíde Costa e Amelinha, além de Zezé Motta, que canta o samba "Cabe na Palma da Mão", de 1967.


Com informações do Blog Notas Musicais - Mauro Ferreira.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Discografia: "Divina Saudade" (2000)



Em 2000, depois de cinco anos ausente dos estúdios, Zezé Motta lança o CD "Divina Saudade", interpretando o repertório de Elizeth Cardoso (1920-1990), com arranjos e produção musical de Roberto Menescal e Flávio Mendes.

O disco, com 16 faixas, foi lançado pela gravadora Albatroz, de Roberto Menescal. De forma indireta, foi o escritor e jornalista Sérgio Cabral o responsável pelo tributo de Zezé. Cerca de um ano antes, ela leu a biografia de Elizeth escrita por Cabral e descobriu os traços em comum com a Divina.

"Fiquei impressionada com detalhes da vida dela que coincidem com coisas que vivi", disse Zezé em uma entrevista. "Um dia, acordei, passei pela estante e o dei de cara com o livro; foi uma uma coisa mágica. Nessa hora, eu pensei: por que não a Eliseth?", lembrou a cantora.




Uma das primeira atitudes de Zezé foi ligar para Paulo César Valdez, filho e único herdeiro de Eliseth. "Ele me deu seu ´axé´ e disse que ela gostaria muito de ser homenageada por mim porque também era minha fã", contou Zezé.

À medida que começou a vasculhar o universo musical de Eliseth, Zezé fez emergir uma série de lembranças e novas afinidades com a Divina. O primeiro encontro entre as duas, por exemplo. "Foi num espetáculo em homenagem a Herivelto Martins, no Rio, reunindo quatro ou cinco cantores, entre eles Peri Ribeiro, eu e Elizeth. Na época achei um enorme privilégio participar de um show ao lado dela", disse Zezé, que se impressionou com a simplicidade de Elizeth. "Conversamos muito rápido, mas parecia que nos conhecíamos havia anos; ela até me falou sobre seu momento afetivo."

Ambas foram crooners em boates, Elizeth no Rio e Zezé em São Paulo. "Cantei no Telecoteco e no Balacobaco por quatro anos, até desistir porque achava que ninguém me descobriria", contou ela. "Há outras semelhanças, como os olhos fechados quando sorrimos, a meiguice e a simplicidade, coisa da qual me orgulho sem modéstia, pois não consigo ter essa atitude de diva; não tenho nada contra a vaidade, mas sou uma operária da minha profissão."

O responsável pelo "perfil" de Divina Saudade foi Roberto Menescal, que selecionou o repertório a partir de aproximadamente 300 músicas. O critério de escolha das faixas foi perpassar épocas e nomes fundamentais da música brasileira, de Pixinguinha, Noel e Haroldo Barbosa, passando por Baden Powell, Tom e Vinícius de Morais (Chega de Saudade). Aliás, a canção-chave da bossa nova quase foi excluída do repertório não fosse a lembrança de Menescal. "Ele disse que era uma música obrigatória, já que foi o primeiro sucesso de Vinícius e Tom na voz de Elizeth", disse Zezé. "Mas foi um sofrimento ter de escolher 16 músicas num universo de quase 300."

O repertório de Divina Saudade é composto ainda por pérolas como Tudo É Magnífico (Haroldo Barbosa/ Luiz Reis), Prece (Vadico/ Mariano Pinto), Nossos Momentos (Haroldo Barbosa/ Luiz Reis), A Noite do Meu Bem (Dolores Duran), Feitio de Oração (Noel Rosa/ Vadico), Consolação (Baden Powell/ Vinícius de Morais), Tem Dó (Baden Powell/ Vinícius de Morais), Tristeza (Haroldo Lobo/ Niltinho), Amor e a Rosa (Pernambuco/ Antônio Maria), Noites Cariocas (Jacó do Bandolim/ Hermínio Belo de Carvalho), Lamento (Pixinguinha/ Vinícius de Morais), Barracão (Luiz Antônio/ Teixeira), Samba Triste (Baden Powell/ Billy Blanco), Molambo (Jayme Florence/ Augusto Mesquita) e Estrada Branca (Tom Jobim/ Vinícius de Morais).

Após o lançamento do álbum, Zezé realizou show homônimo por diversas cidades do Brasil. Em julho de 2002, apresentou o espetáculo no Canecão, no Rio de Janeiro.


Crítica

Zezé Motta derrama seu timbre grave e bem dosado em Divina Saudade, um CD-tributo a Elizeth Cardoso, que nos deixou em 1990. Apesar de não ser uma intéprete tão visceral quanto a Divina, ela releu de forma elegante e correta seu repertório. O melhor do álbum fica por conta da produção. É chique - a começar pelo belo projeto gráfico, com Zezé posando como cantora dos anos 50 - e com arranjos econômicos de Roberto Menescal e Flávio Mendes (ambos também produtores do CD), melhores do que os das últimas produções da Albatroz. Que ninguém espere por uma moldura eletrônica ou por acabamento influenciado pelo pop londrino. É um disco de MPB, digamos, de raiz. Porém, não é rançoso. Traz uma gostosa nostalgia, mas sem cheiro de naftalina. O repertório engloba as várias fases da carreira da Divina. Do marco inicial Canção de Amor, passando pelo emblemático álbum Canção do Amor Demais (Estrada Branca, Chega de Saudade), chegando aos sambas envenenados de Baden & Vinicius (Consolação e Tem Dó), sem omitir seus lados chorona (Noites Cariocas, Lamento), sambista (O Amor e a Rosa, Tristeza) e romântica deslavada, bem anos 50 (Nossos Momentos e a kitsch Tudo É Magnífico). Mesmo sem terem sido celebrizadas por Elizeth, A Noite do Meu Bem e Molambo foram incluídas no repertório. A primeira com delicioso arranjo bluesy e a segunda num clima bossa light. Em ambas, a guitarra de Menescal está mais Barney Kessel do que nunca. Cool total. É claro que Zezé não supera Elizeth nas interpretações (e nem seria esta a intenção). Em algumas faixas, a cantora é contida demais. De qualquer forma, é um tributo bem feito, que deve crescer muito no palco.

(Rodrigo Faour)



Fontes de Consulta: O Estado de São Paulo - 28 de Agosto de 2000, Site Cliquemusic.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Zezé Motta na Capa do LP "Pacto de Sangue" (1989)




LP * "Pacto de Sangue" (Trilha sonora da novela) - 1989.

Zezé canta na faixa: "Histórias e Lendas" e aparece na capa e na contra-capa.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Discografia: Quarteto Negro (1987)



Paulo Moura, Zezé Motta, Jorge Degas & Djalma Correia: "Quarteto Negro" - Kuarup (1987).

Este não é um disco-solo de Zezé, mas um projeto para o qual ela foi especialmente convidada.

Aqui, a voz de Zezé, o sax e pela clarineta de Paulo Moura, as percussões de Djalma Corrêa, e o baixo solista e o violão de Jorge Degas fazem deste o mais interessante álbum embalado dentro dos eventos alusivos ao centenário da abolição, comemorado em 1988.

Moderno, original, numa aproximação afro-jazz, o Quarteto Negro é um painel-síntese da música contemporânea do Brasil, reunindo três extraordinários instrumentistas e a excelente Zezé Motta.

São nove músicas inéditas e a recriação de "Zumbi, A Felicidade Guerreira" - num registro em que o ritmo do alujá de Xangô foi estilizado pelo quarteto, com Djalma quebrando o elemento religioso e reorganizando o aproveitamento de atabaques e agogô rituais.

Um repertório rico, com várias influências - "Folozinha" (Marku Ribas/ Reinaldo Amaral), por exemplo, é uma canção que mescla as formas das congadas de Minas, enquanto "Meregue" (Adler São Luiz) tem o ritmo caribenho e "Festas da Xica" (Paulo Moura) é um painel de ritmos nordestinos e "Semba" (Degas/Zezé) é uma recriação quase pós-pop do semba (e não samba) angolano, que na Bahia virou o samba de recôncavo. Duas homenagens: "Geisa", um blues do falecido Roberto Guima e "Quelé Menina" (Djalma Luz) homenagem a Clementina de Jesus misturando o candomblé angola da Bahia com o primitivo samba-carioca e o jongo. Finalmente o sempre erudito e Internacional Djalma Corrêa em "Taisho-Koto" faz um paralelo entre a escala nordestina e as sonoridades orientais (o taisho-koto é um instrumento japonês harmônico percussivo), na faixa mais livre e criativa de todas.


Faixas:

01.Folôzinha
(Markú Ribas - Reinaldo Amaral)

02. Sobre as ondas
(Jorge Degas)

03. Merengue
(Adler São Luiz)

04. Festas da Xica
(Paulo Moura)

05. Semba
(Jorge Degas - Zezé Motta)

06. Zumbi
(Gilberto Gil - Waly Salomão)

07. Brucutú
(Djalma Correia - Jorge Degas)

08. Geísa
(Roberto Guima)

09. A Quelé menina
(Djalma Luz)

10. Taisho-koto
(Djalma Correia)



* Obs.: Este não é um blog de donwload.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Discografia: "Chave dos Segredos" (1995)


Capa

Encarte

Faixas:

01. Paixão (Luiz Melodia)

02. Doce Esperança (Roberto Mendes)

03. Direiro à Vida (Ana Terra - Élton Medeiros)

04. Ter Você Comigo (Suely Corrêa - Jane Duboc)

05. Coisa Feita (Paulo Emílio - Aldir Blanc - João Bosco)

06. Como La Cigarra (Maria Helena Walsh)

07. Escrava Anastácia (Tony Bahia - Jota Maranhão)

08. Tema de Amor de Gabriela (Tom Jobim)

09. Pepe (Daniel Lemaitre)

10. Chorinho (Irinea Maria - Suely Corrêa)

11. Quero porque quero (Marina Lima - Zezé Motta)

12. Sins (Adriana Calcanhoto)

13. Meu Par (Suely Corrêa - Irinéa Maria)

14. Chave dos Segredos (Timbauba)


Movieplay - 1995.


* Obs.: Este não é um Blog de download.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Discografia Zezé Motta: "Frágil Força" (1984)


Capa

Contra-Capa

Foto Encarte

Faixas:

Lado A:

01. Negrito (Belizário / Paulinho Rezende)

02. Pouco me Importa (Francis Hime / Ruy Guerra)

03. Carnaval de Rua (Edil Pacheco / Paulo Cesar Pinheiro)

04. Angorá (Irinéa Maria / Paulo Feital)

05. Castigo (Marco Polo)


Lado B:

01. Dança (Djalma Luz)

02. Romântico (Elodi / Zé Maurício)

03. Nega Dina (Moraes Moreira / Capinam)

04. Prateia (Maria Carmem Barbosa)

05. Frágil Força (Luiz Melodia)



Produção Executiva, Direção e Coordenação de Estúdio: Elodi
Criação da Capa e Maquiagem: Carlos Prieto
Foto: Vânia Toledo

Pointer - 1984.


* Obs.: Este não é um Blog de downloads.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Zezé Motta canta "Oxum" (1980)


Um clipe de fotos da atriz e cantora Zezé Motta ao som da música "Oxum", na voz da própria. A música, de autoria de Johnny Alf, foi gravada no LP "Dengo", de Zezé, lançado em 1980:





quinta-feira, 23 de abril de 2009

Discografia: "Dengo" (1980)



"No LP 'Dengo', Zezé encara números como 'Bola de Meia, Bola de Gude' (Milton Nascimento e Fernando Brant), duas composições desconhecidas de Gilberto Gil, 'Feiticeira' e 'Poço Fundo,' uma de Gonzaguinha ('Sete Faces'), Johnny Alf ('Oxum') e até da revelação de então, Joanna ('Remendos', parceria com Sarah Benchimol). Zezé também expunha sua veia compositora em 'Cais Escuro' (com Paulo César Feital). Há ainda releituras de sotaque mais pop de 'O Dengo que a Nega Tem' (Caymmi) e 'Fez Bobagem' (Assis Valente).

Rodrigo Faour.


Faixas:

01 Remendos
02 Feiticeira
03 O dengo que a nega tem
04 Bola de meia, bola de gude
05 Cais escuro
06 Oxum
07 Fez bobagem
08 Sete faces
09 Sem essa
10 Poço fundo

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Discografia: "Zezé Motta" (1978)



"Antológico LP de estreia de Zezé Motta como cantora. A atriz revelou-se uma intérprete de timbre grave e interessante. Uma voz pequena mas carregada de dramaticidade e ironia, dependendo da música.

A faixa de abertura de Zezé Motta (1978) é deliciosa. Trata-se de uma das primeiras parcerias de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Muito Prazer Zezé, e já prenunciava o lado divertido e atriz da cantora.

Eclética, ela vai de samba-choro (Rita Baiana), samba-funk (Crioula), pop/romântico com toques jazzísticos (Dores de Amores, na clássica gravação em duo com seu autor, Luiz Melodia), romantismo caliente Pecado Original (Caetano Veloso) e carrega no lado místico afro-brasileiro, em números como Mameto Oiace, Dengue e Babá Abapalá".

Rodrigo Faour.


Faixas:

01- Muito prazer Zezé
(Roberto de Carvalho - Rita Lee)

02- Magrelinha
(Luiz Melodia)

03- Trocando em Miúdos
(Chico Buarque - Francis Hime)

04- Rita Baiana
(Geraldo Carneiro - John Neschling)

05- Dores de amores
(Luiz Melodia)

06- Crioula
(Moraes Moreira)

07- Pecado Original
(Caetano Veloso)

08- Mameto Oiaice
(Célio José - Odeamim José)

09- O Morro não Engana
(Ricardo Augusto - Luiz Melodia)

10- Dengue
(Lecy Brandão)

11- Babá Alapalá
(Gilberto Gil)

Discografia: Negritude (1979)



Faixas:

01- Manhã brasileira
(Manacéa)

02- Atividade
(Padeirinho)

03- Ai de mim
(Geraldo Carneiro - John Neschling)

04- Pensamento Iorubá
(Moraes Moreira)

05- Autonomia
(Cartola)

06- Tabuleiro
(José Márcio - João de Aquino)

07- Senhora liberdade
(Wilson Moreira - Nei Lopes)

08- Cana Caiana
(Maria Bethânia - Rosinha de Valença)

09- Trovoada
(Sergio Natureza - Tunai)

10- Negritude
(Paulo César Feital - Irinéia Maria)

11- Yayá
(H. Vogeler - Marques Porto - Luiz Peixoto)

12- Boca de Sapo
(Aldir Blanc - João Bosco)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Discografia: Gerson Conrad e Zezé Motta (1975)





O LP, lançado originalmente em 1975, marcou a parceria do guitarrista, ex-Secos & Molhados Gerson Conrad com Zezé, estreando sua discografia. O álbum tem levada rock e MPB.

Em 2006, foi reeditado dentro da série Som Livre Masters 2, uma produção de Charles Gavin.




Faixas:

01- A Dança do Besouro
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

02- Favor dos Ventos
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

03- Sono Agitado
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

04- Trem Noturno
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

05- Estranho Sorriso
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

06- Bons Tempos
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

07- O Legado da Terra
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

08- Sempre em Mim
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

09- Pop Star
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

10- Um Resto de Sol
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

11- Lírios Mortos
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

12- A Medida
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

13- Novo Porto
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)

14- 1974
(Gerson Conrad - Paulinho Mendonça)