sábado, 25 de julho de 2009

Zezé Motta é mestre de cerimônia do lançamento do Vale-Cultura


Com a presença de políticos, produtores culturais, cenógrafos, jornalistas, artistas, patrocinadores e diretores de cinema e teatro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira, 23 de julho, o projeto de lei que cria o Vale-Cultura.

Seguindo a mesma ideia do vale-refeição e do vale-transporte, o Vale-Cultura sintetiza a citação de Gilberto Gil, quando ocupava o cargo de ministro da Cultura: “Nossa missão é fazer da cultura um componente da cesta básica dos brasileiros”.

A cantora e atriz Zezé Motta foi a mestre de cerimônias da noite, e, em um colorido figurino, cantou o tema de “Xica da Silva”, personagem que a consagrou no cinema.


Veja um pequeno vídeo do lançamento do Programa Federal:





segunda-feira, 13 de julho de 2009

Discografia: Quarteto Negro (1987)



Paulo Moura, Zezé Motta, Jorge Degas & Djalma Correia: "Quarteto Negro" - Kuarup (1987).

Este não é um disco-solo de Zezé, mas um projeto para o qual ela foi especialmente convidada.

Aqui, a voz de Zezé, o sax e pela clarineta de Paulo Moura, as percussões de Djalma Corrêa, e o baixo solista e o violão de Jorge Degas fazem deste o mais interessante álbum embalado dentro dos eventos alusivos ao centenário da abolição, comemorado em 1988.

Moderno, original, numa aproximação afro-jazz, o Quarteto Negro é um painel-síntese da música contemporânea do Brasil, reunindo três extraordinários instrumentistas e a excelente Zezé Motta.

São nove músicas inéditas e a recriação de "Zumbi, A Felicidade Guerreira" - num registro em que o ritmo do alujá de Xangô foi estilizado pelo quarteto, com Djalma quebrando o elemento religioso e reorganizando o aproveitamento de atabaques e agogô rituais.

Um repertório rico, com várias influências - "Folozinha" (Marku Ribas/ Reinaldo Amaral), por exemplo, é uma canção que mescla as formas das congadas de Minas, enquanto "Meregue" (Adler São Luiz) tem o ritmo caribenho e "Festas da Xica" (Paulo Moura) é um painel de ritmos nordestinos e "Semba" (Degas/Zezé) é uma recriação quase pós-pop do semba (e não samba) angolano, que na Bahia virou o samba de recôncavo. Duas homenagens: "Geisa", um blues do falecido Roberto Guima e "Quelé Menina" (Djalma Luz) homenagem a Clementina de Jesus misturando o candomblé angola da Bahia com o primitivo samba-carioca e o jongo. Finalmente o sempre erudito e Internacional Djalma Corrêa em "Taisho-Koto" faz um paralelo entre a escala nordestina e as sonoridades orientais (o taisho-koto é um instrumento japonês harmônico percussivo), na faixa mais livre e criativa de todas.


Faixas:

01.Folôzinha
(Markú Ribas - Reinaldo Amaral)

02. Sobre as ondas
(Jorge Degas)

03. Merengue
(Adler São Luiz)

04. Festas da Xica
(Paulo Moura)

05. Semba
(Jorge Degas - Zezé Motta)

06. Zumbi
(Gilberto Gil - Waly Salomão)

07. Brucutú
(Djalma Correia - Jorge Degas)

08. Geísa
(Roberto Guima)

09. A Quelé menina
(Djalma Luz)

10. Taisho-koto
(Djalma Correia)



* Obs.: Este não é um blog de donwload.

sábado, 11 de julho de 2009

Zezé Motta prestigia estreia de Bibi



Bibi Ferreira foi homenageada na última terça-feira (7/7) no teatro Maison France, no Rio de Janeiro. Além de uma placa comemorativa, ela recebeu um buquê de flores.

Na mesma noite, a atriz estreou o espetáculo “Bibi canta e conta Piaf”, no qual ela interpreta os grandes sucessos da cantora francesa.

Vários artistas prestigiaram a estreia de Bibi, incluindo as cantrizes Zezé Motta e Alessandra Maestrini (em foto de Michel Rudy cedida ao Blog As Cantrizes).


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Zezé Motta em "Corpo a Corpo" (1984)



Autoria: Gilberto Braga
Colaboração: Leonor Bassères
Direção: Dennis Carvalho e Jayme Monjardim
Direção geral: Dennis Carvalho
Período de exibição: 26/11/1984 – 21/06/1985
Horário: 20h
Nº de capítulos: 179



Gilberto Braga trouxe para a trama de Corpo a corpo a discussão sobre racismo através da família de classe média de Antônio (Waldir Onofre) e Jurema Rangel (Ruth de Souza). A filha do casal, Sônia (Zezé Motta), uma jovem arquiteta, começa a namorar Cláudio, filho do rico empresário Alfredo Fraga Dantas, e passa a ser discriminada pela família dele. A relação entre os dois causou polêmica, inclusive entre os telespectadores. Vítima do racismo da família Fraga Dantas, Sônia chega a romper com Cláudio, apesar de amá-lo. O destino, no entanto, faz com que ela fique eternamente ligada àquela família. Alfredo cai do cavalo e tem uma fratura exposta da tíbia. Para sobreviver, o médico informa ser preciso fazer uma transfusão de sangue urgente. A única pessoa que tem o tipo sanguíneo compatível como o de Alfredo, O negativo, é Sônia, e é seu sangue que acaba salvando a vida do patriarca da família Fraga Dantas.


O amor inter-racial não foi aceito pelo público. "Um jornal ouviu telespectadores sobre o casal. Ficamos espantados com as respostas", disse Zezé Motta. Segundo ela, uma das pessoas dizia que seu par romântico deveria estar sem dinheiro para aceitar beijar uma negra na trama. Zezé contou, ainda, que Marcos Paulo chegou a receber recados mal-educados de fãs em sua secretária eletrônica. "As reações foram fortíssimas", confirmou o galã da época.


Veja mais fotos de "Corpo a Corpo":







Fontes: Site Memória Globo, Site Teledramaturgia, Blog Memória da TV.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Zezé Motta prestigia Prêmio APTR - 2009



Em sua terceira edição, o Prêmio APTR, concedido pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, reuniu uma legião de famosos na noite desta segunda-feira (6/7), no Teatro Fashion Mall, em São Conrado, na zona sul carioca.

Um dos artistas que prestigiaram o evento foi Zezé Motta. Ela conferiu a vitória de nomes como Sérgio Britto, Bibi Ferreira e Fernando Eiras.


Discografia: "Chave dos Segredos" (1995)


Capa

Encarte

Faixas:

01. Paixão (Luiz Melodia)

02. Doce Esperança (Roberto Mendes)

03. Direiro à Vida (Ana Terra - Élton Medeiros)

04. Ter Você Comigo (Suely Corrêa - Jane Duboc)

05. Coisa Feita (Paulo Emílio - Aldir Blanc - João Bosco)

06. Como La Cigarra (Maria Helena Walsh)

07. Escrava Anastácia (Tony Bahia - Jota Maranhão)

08. Tema de Amor de Gabriela (Tom Jobim)

09. Pepe (Daniel Lemaitre)

10. Chorinho (Irinea Maria - Suely Corrêa)

11. Quero porque quero (Marina Lima - Zezé Motta)

12. Sins (Adriana Calcanhoto)

13. Meu Par (Suely Corrêa - Irinéa Maria)

14. Chave dos Segredos (Timbauba)


Movieplay - 1995.


* Obs.: Este não é um Blog de download.

Filmografia: "Cordão de Ouro" (1977)



Direção: Antônio Carlos Fontoura
Assistente de direção: Jorge Duran e Paulinho de Almeida
Roteiro: Antônio Carlos Fontoura
Direção de produção: Luiz Carlos Lacerda, Walter Wcbb, Ricardo Moreira e Mas Chaves
Co-produção: Lanterna Mágica, Alter Filmes e Embrafilme
Música: Antônio Carlos Fontoura
Músicas: Mestre Leopoldina
Música incidental: Roberto Silva
Fotografia: Edison Santos
Fotografia de cena: José Roberto Lobato
Desenho de Produção: Carlos Wilson
Direção de arte: Milton Machado


Elenco:

Zezé Motta
Antônio Pitanga
Jofre Soares
Nestor Capoeira
Antônio Carnera
Maria da Graça
Glória Pinto
Kim Negro
José Ribeiro
Fábio Camargo
Carlos Wilson
Conjunto Os Ogans
Mestre Camisa
Miguelão
Mestre Leopoldina


Sinopse:

Em Eldorado, onde a Companhia Progresso reúne a técnica mais moderna e formas primitivas de trabalho, Jorge, um escravo de uma mina de selênio, consegue escapar valendo-se de sua perícia no jogo de capoeira. Perseguido por um helicóptero dos capitães do mato, ele se atira numa cachoeira, sendo salvo pelo Caboclo Cachoeira. O caboclo, que já o esperava, o conduz até Aruanda para Ogum, seu Onixá protetor, que lhe ensina os mistérios da Capoeira. Satisfeito com a perícia de Jorge, Ogum lhe dá um cordão de ouro protetor e uma missão: voltar a Eldorado para livrar seu corpo do cativeiro. Jorge alia-se aos guerreiros da Cidade Verde e juntos enfrentam os capitães do mato, que tentam capturar escravos. Jorge é aprisionado num combate desigual e levado para o mercado de escravos da Companhia do Progresso. Lá é comprado por Dandara, exescrava e atual amante de Pedro Cem, o chefe todo-poderoso da Companhia. Encarregado da guarda pessoal de Dandara. Jorge lidera, pouco depois, uma rebelião de escravos, mas é aprisionado e condenado a ser enterrado vivo. Mas, enquanto cava sua própria cova, ele recebe uma revelação de Ogum, denotando então Pedro Cem e trazendo a liberdade para seu povo.


terça-feira, 30 de junho de 2009

Discografia Zezé Motta: "Frágil Força" (1984)


Capa

Contra-Capa

Foto Encarte

Faixas:

Lado A:

01. Negrito (Belizário / Paulinho Rezende)

02. Pouco me Importa (Francis Hime / Ruy Guerra)

03. Carnaval de Rua (Edil Pacheco / Paulo Cesar Pinheiro)

04. Angorá (Irinéa Maria / Paulo Feital)

05. Castigo (Marco Polo)


Lado B:

01. Dança (Djalma Luz)

02. Romântico (Elodi / Zé Maurício)

03. Nega Dina (Moraes Moreira / Capinam)

04. Prateia (Maria Carmem Barbosa)

05. Frágil Força (Luiz Melodia)



Produção Executiva, Direção e Coordenação de Estúdio: Elodi
Criação da Capa e Maquiagem: Carlos Prieto
Foto: Vânia Toledo

Pointer - 1984.


* Obs.: Este não é um Blog de downloads.

domingo, 28 de junho de 2009

Zezé Motta adere à campanha sobre doença falciforme


Zezé Motta conversou com representantes da FENAFAL - foto: Dalmo Oliveira

A atriz Zezé Motta assumiu, na última semana, durante o credenciamento para Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, compromisso para participar das gravações para uma campanha de TV sobre a doença falciforme. Os VTs vão focar aspectos importantes desse grave problema da saúde da população negra brasileira, e devem contar com a participação de outros ícones da cultura nacional, como o ex-ministro Gilberto Gil e a cantora maranhense Rita Ribeiro, que já se mostraram interessados em participar da iniciativa.

“Nossa idéia é fazer, com apoio do Ministério da Saúde, uma grande campanha de mídia sobre a doença falciforme, para aumentar a visibilidade desse problema junto à população. A informação é hoje nossa maior arma para tentar diminuir o número de crianças mortas ainda no primeiro ano de vida que trazem no sangue essa hemoglobinopatia hereditária e incurável”, diz o jornalista Dalmo Oliveira, coordenador-geral da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH) e diretor de comunicação social da Federação Nacional de Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal).

Ele participa, juntamente com Zuma Nunes, também da direção da ASPPAH, até hoje, 28, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, da segunda edição da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial.


Zezé Motta participa de manifesto quilombola



A atriz e cantora Zezé Motta participou no último 25/06 da marcha das comunidades quilombolas na Esplanada dos Ministérios. Zezé, que é titular da Superintendência de Igualdade Racial do Rio de Janeiro, esteve em Brasília para participar da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR) como delegada. Atuante em movimentos pelos direitos dos negros há mais de 30 anos, ela engrossou o coro dos manifestantes pela manutenção do Decreto nº 4887/2003.

Para Zezé a marcha cumpriu seu objetivo de sensibilizar a sociedade e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pela manutenção do decreto, que reconhece os quilombolas como grupos étnico-raciais com direito a posse das terras que ocupam. O tribunal deve julgar ainda esse ano uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que pretende alterar as regras para a demarcação de terras quilombolas. “Esse assunto está sendo tratado como se o direito dos quilombolas à terra fosse um favor em relação ao qual se mudou de idéia, e não podemos permitir isso”, clamou.

Manifestações culturais – Assim como Zezé, que cantou um trecho de “Senhora Liberdade” durante o manifesto, os quilombolas entoaram várias músicas tradicionais de seus antepassados, entremeadas por gritos de guerra como “Nas ruas, nas terras, quem disse que sumiu, aqui estão presentes quilombolas do Brasil” e “Titulação Já”. A marcha terminou na Praça dos Três Poderes, onde uma comissão da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) foi recebida por representantes do STF.

Fonte: Comunicação Social da II CONAPIR.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cacá Diegues faz homenagem a Zezé Motta na abertura da 4ª CineOP


A atriz Zezé Motta foi aplaudida de pé pelo público presente, no Cine Vila Rica, em Ouro Preto, durante a abertura da 4ª CineOP. Zezé Motta subiu ao palco acompanhada do cineasta Cacá Diegues, seu principal parceiro, com quem fez cinco longa-metragens, entre eles seu maior sucesso: Xica da Silva. O filme foi uma das maiores bilheterias da década de 70 e foi exibido na seqüência.


Cacá Diegues disse que o filme não existiria sem Zezé. “Com Zezé ganhei não apenas uma atriz, mas uma irmã generosa. Quando me perguntam o que eu quero para o Brasil, digo que o Brasil devia ser a cara da Zezé Motta. Zezé é a rainha do Brasil”.

Zezé Motta disse que lhe faltavam palavras e que, portanto, iria agradecer da melhor forma que podia. Para surpresa de todos, começou a cantar uma belíssima versão a cappella de “A Noite do Meu Bem”, clássico na voz de Dolores Duran, dedicando a música ao cinema brasileiro.


Confira o vídeo:


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Zezé Motta diz no 4º CineOP que Xica da Silva foi sua fada madrinha



Quando a fluminense Zezé Motta chegar a solo mineiro, hoje, para ser homenageada na abertura do 4ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, é provável que muitos dos presentes a confundam como conterrânea. Depois do sucesso de Xica da Silva, na qual interpretou a famosa escrava que, durante a segunda metade do século 18, manteve durante quase duas décadas uma união consensual com o contratador dos diamantes João Fernandes de Oliveira, a atriz ficou tão marcada pelo papel que passaram a lhe atribuir o mesmo lugar de origem da sua personagem. Mais de 30 anos depois, apresentará na cidade cidade histórica o filme que a consagrou e cantará sucessos na voz de Elizeth Cardoso.

– Ser homenageada é um reconhecimento de tudo que você fez para manter a carreira e um estímulo para continuar a vida de artista, que não é feita apenas de glamour, mas também de altos e baixos – diz Zezé. – É uma carreira muito irregular, há momentos em que você está em muita evidência, outros nem tanto. Mas sou grata porque nos últimos 40 anos consegui fazer com que as pessoas reconhecessem meu trabalho. Não me acho uma grande atriz, mas sei que escolhi a carreira certa.

Personagem carismático

Focado nos anos 70, o festival relembra com Xica da Silva um dos maiores sucessos da década. Para Zezé, o filme foi um divisor de águas na carreira.

– Minha vida se divide em antes e depois do filme – diz. – Foi um sucesso internacional que me deu a oportunidade de conhecer 16 países. É um personagem muito forte e carismático, que muda a carreira das atrizes que a representam. É só ver o que aconteceu com Thaís Araújo depois que a interpretou na novela... Depois que o filme estourou, as pessoas na rua só me chamavam de Xica, não de Zezé. Isso me deixava angustiada porque queria marcar meu nome. Mas depois me dei conta que Xica da Silva era uma fada madrinha na minha vida e eu não tinha do que reclamar.


Por Bolívar Torres (Jornal do Brasil) - 19/06/09.