quinta-feira, 30 de abril de 2009

Zezé Motta em "Águia na Cabeça" (1984)




Sinopse:

O braço direito de um senador, ligado ao jogo do bicho, resolve assassiná-lo para tomar seu lugar. Porém toda a estrutura de poder pode ruir devido à existência de uma testemunha do crime. Dirigido por Paulo Thiago (Poeta de Sete Faces) e com Nuno Leal Maia, Hugo Carvana, Chico Diaz, Zezé Motta e Wilson Grey no elenco.


Ficha Técnica:

Título Original: Águia na Cabeça
Gênero: Drama
Duração: 108 min.
Lançamento (Brasil): 1983
Estúdio:
Distribuição: Embrafilme
Direção: Paulo Thiago
Roteiro: Paulo Thiago
Produção: Morena Produções de Arte, Encontro Produções Cinematográficas, Skylight Cinema e Embrafilme
Fotografia: Antônio Penido
Direção de arte: Joaquim Vaz de Carvalho
Figurino: Carlos Pietro
Edição: Gilberto Santeiro


Elenco:

Nuno Leal Maia
Christiane Torloni
Zezé Motta
Xuxa Lopes
Jece Valadão
Thereza Rachel
Jofre Soares
Chico Diaz
Hugo Carvana
Maria Sílvia
Nildo Parente
Wilson Grey
Maurício do Valle
Djenane Machado
Léa Garcia
Álvaro Freire


Confira fotos de Zezé em "Águia na Cabeça":














Zezé Motta canta "Oxum" (1980)


Um clipe de fotos da atriz e cantora Zezé Motta ao som da música "Oxum", na voz da própria. A música, de autoria de Johnny Alf, foi gravada no LP "Dengo", de Zezé, lançado em 1980:





sábado, 25 de abril de 2009

Zezé Motta pelas lentes de Lenise Pinheiro



A fotógrafa Lenise Pinheiro, uma das mais conceituadas profissionais da fotografia na área teatral, esteve nos bastidores de "7 - O Musical" e registrou todo o elenco, incluindo Zezé Motta.


Confira as fotos:












Fonte: Lenise Pinheiro - Blog Cacilda (Folha de São Paulo)
http://cacilda.folha.blog.uol.com.br



sexta-feira, 24 de abril de 2009

Zezé Motta no programa Mulher 80





Exibição: 19/10/1979
Horário: 21h
Texto: Euclydes Marinho e Luiz Carlos Maciel
Criação e direção: Daniel Filho
Produção e direção musical: Guto Graça Mello
Apresentação: Regina Duarte


O programa "Mulher 80" foi ao ar no dia 19 de outubro de 1979 para homenagear a presença feminina na música popular brasileira. O programa reuniu números musicais e depoimentos de cantoras e compositoras da MPB. No palco, Elis Regina, Simone, Fafá de Belém, Gal Costa, Maria Bethânia, Rita Lee, Marina, Zezé Motta, Joanna e Quarteto em Cy. Entre uma música e outra, as cantoras falavam de suas conquistas, experiências e sobre os desafios da “nova” mulher.

O Mulher 80 surgiu como decorrência do sucesso de Malu Mulher (1979). O seriado abordava a situação feminina na sociedade brasileira naquele momento. Temas como aborto, virgindade, gravidez na adolescência e separação foram debatidos.

Ao final do programa, Regina Duarte e todas as intérpretes cantaram juntas a música Cantoras do rádio, de Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro, sucesso na Rádio Nacional na década de 1940.

O solo de Zezé foi "Pecado Original", música de Caetano Veloso e tema do filme "A Dama do Lotação".


Veja o depoimento de Zezé em "Mulher 80" e sua interpretação de "Pecado Original":






Zezé Motta no filme "Xica da Silva" (1976)


Cenas de Zezé Motta no filme "Xica da Silva", de Cacá Diegues (1976). Walmor Chagas também participa da cena.





quinta-feira, 23 de abril de 2009

Discografia: "Dengo" (1980)



"No LP 'Dengo', Zezé encara números como 'Bola de Meia, Bola de Gude' (Milton Nascimento e Fernando Brant), duas composições desconhecidas de Gilberto Gil, 'Feiticeira' e 'Poço Fundo,' uma de Gonzaguinha ('Sete Faces'), Johnny Alf ('Oxum') e até da revelação de então, Joanna ('Remendos', parceria com Sarah Benchimol). Zezé também expunha sua veia compositora em 'Cais Escuro' (com Paulo César Feital). Há ainda releituras de sotaque mais pop de 'O Dengo que a Nega Tem' (Caymmi) e 'Fez Bobagem' (Assis Valente).

Rodrigo Faour.


Faixas:

01 Remendos
02 Feiticeira
03 O dengo que a nega tem
04 Bola de meia, bola de gude
05 Cais escuro
06 Oxum
07 Fez bobagem
08 Sete faces
09 Sem essa
10 Poço fundo

Vídeo: Zezé Motta em "7 - O Musical"



Confira a reportagem exclusiva do Site Möeller & Botelho sobre a temporada de "7 - O Musical" em São Paulo.

Além de Zezé Motta, falam Charles Möeller, Claudio Botelho, Alessandra Maestrini, Alessandra Verney, Rogéria, Suzana Faini e Malu Rodrigues:





quarta-feira, 22 de abril de 2009

Zezé Motta na Capa da Revista O Cruzeiro (1972)


Zezé Motta na Capa da Revista O Cruzeiro (1972):




Zezé Motta viverá uma africana em "Caras & Bocas"



Zezé Motta viverá uma africana, a partir do capítulo 60, na novela Caras & Bocas, da Globo. A atriz foi convidada por Walcyr Carrasco, autor da trama.

“O meu querido Walcyr me convidou e topei fazer. Ela será uma africana e acho que o figurino será ótimo. Não sei o nome ainda nem com quem vou contracenar. Adoro o Walcyr. Fiz a mãe da Xica, na novela Xica da Silva (1996), que é dele, e foi ótimo! Outro querido é o Jorge Fernando” (diretor da trama), diz Zezé .

A atriz volta para a Globo depois de um ano na Record, onde fez a novela Luz do Sol.

“Sou contratada por obra. Foi assim na Band, na Record e agora novamente na Globo. Eu preferia assim, para conciliar a minha carreira de cantora. Agora é diferente: procuro algo mais estável, por causa do tempo de carreira e porque tem muita gente que depende de mim”, afirma.

No segundo semestre, Zezé lança o CD e DVD O Samba Mandou Me Chamar, pela Rob Discos.


Fonte: O Fuxico - 20/04/09.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Zezé Motta no Programa "Aplauso" (1983)



De 18/03 a 18/10/1983 foi exibido, na TV Globo, o programa "Aplauso", um espetáculo de variedades apresentado por Christiane Torloni, Isis de Oliveira, Marília Gabriela, Tônia Carrero e Zezé Motta, Aplauso tinha direção de Ewaldo Ruy, Fernando Torres e Odilon Coutinho, direção geral de Augusto César Vannucci.

Exibido mensalmente, "Aplauso" prestava homenagem aos grandes nomes das artes brasileiras. Música, teatro, dança, televisão, cinema, artes plásticas e visuais, literatura, todos foram temas abordados em Aplauso, que fazia parte da Sexta super, faixa de programação noturna da TV Globo.


No programa de estréia, entre outras atrações, foram entrevistados os governadores então eleitos de São Paulo, Franco Montoro, e do Rio Grande do Sul, Jair Soares, acompanhados de suas respectivas esposas. Em seguida, o cantor Djavan foi entrevistado por Zezé Motta, e falou do sucesso de seu novo disco, Pétala.


* Fonte: Site Memória Globo.

Zezé Motta no Programa "Show do Mês" (1981)


O Programa "Show do Mês" foi apresentado de 20/03/1981 a 11/12/1981, e buscava retratar fatos importantes no Brasil e no mundo, incluindo homenagens a personalidades. Tinha como suporte pesquisas elaboradas pelo Centro de Documentação da TV Globo (Cedoc), que, além do levantamento de datas importantes relativas ao mês em que o programa ia ao ar, procurava localizar filmes, pinturas, textos, fotografias e outros materiais que pudessem integrar um quadro musical, uma dramatização ou um esquete humorístico com a participação de artistas convidados. O musical era exibido na terceira sexta-feira de cada mês, na faixa de programação Sexta super, e ficou cerca de seis meses no ar.

A apresentação do programa era feita por Sandra Bréa, Luiz Carlos Miele, Zezé Motta e Edwin Luisi que, sob a direção musical de Guio de Moraes, cantavam, dançavam e representavam em cena. Os quadros do musical, cada um relacionado a um determinado tema, tinham um formato que misturava teatro de revista e linguagem televisiva. A coreografia e os figurinos eram de Juan Carlos Berardi, e Federico Padilla assinava a cenografia.

O programa de estréia, em março de 1981, fez uma homenagem ao surgimento do cinema no início do século XX e a personalidades nascidas naquele mês, em diferentes épocas. Zezé Motta homenageou o poeta Castro Alves (nascido em março de 1847) e Tony Ramos apresentou uma de suas mais conhecidas obras, Navio negreiro. Sandra Bréa e Miele recordaram o compositor alemão Johann Sebastian Bach, que nascera em 1685, enquanto o músico Altamiro Carrilho interpretou trechos de uma sonata do compositor. O cronista Antônio Maria, nascido em março de 1921, também foi tema de um dos quadros, com a apresentação da crônica Amanhece Copacabana, interpretada por Edwin Luisi.


Texto: Augusto César Vannucci, Eloy Santos, Ronaldo Bôscoli e Paulo Coelho
Produção: Marny Elwis
Direção: Ewaldo Ruy
Direção geral: Augusto César Vannucci
Direção musical: Guio de Moraes


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Estreia de "7" em São Paulo



Veja como foi a estreia de "7" em São Paulo, com Zezé Motta no papel de Carmem dos Baralhos:









Serviço

" 7 " O MUSICAL - Teatro Sergio Cardoso - SP

De: 17.04 a 06.06

Sexta-feira, 21h30
Sábado 21h00
Domingo 18h00

Ingressos
Platéia: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Balcão: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Indicação Etária: 14 anos


Maiores informações Visite:
www.teatrosergiocardoso.org.br

Ou pelo telefone: (11) 3288-0136

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Zezé Motta no Arte com Sérgio Britto


Zezé Motta participa do programa "Arte com Sérgio Britto" (TV Brasil) falando sobre "7 - O Musical" (2007). O diretor Claudio Botelho também participa da entrevista:







"7 - O Musical", com Zezé Motta no elenco, estreia hoje em São Paulo



" 7 – O Musical" traz a São Paulo parceria inédita entre Charles Möeller, Claudio Botelho e Ed Motta

Vencedor de oito prêmios na temporada carioca, espetáculo tem Alessandra Maestrini, Zezé Motta e Rogéria no elenco


Para supersticiosos ou não, sete é um número emblemático. São sete os pecados capitais, os dias da semana, as notas musicais, as cores do arco-íris e as pragas do Egito. Deus criou o mundo em sete dias e um espelho quebrado pode resultar em sete anos de azar. Não é à toa que o temido número batiza o mais original espetáculo da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. 7 – O Musical chega ao Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo, no próximo dia 16 de abril, trazendo na bagagem três prêmios Shell (Direção, Figurino e Iluminação) e cinco prêmios APTR (Texto, Direção, Figurino, Iluminação e Categoria Especial).

Consagrados em montagens sobre a obra de Cole Porter, Stephen Sondheim, Burt Bacharach e Chico Buarque, Charles e Claudio – em cartaz com outros seis musicais no Rio e em São Paulo – resolveram virar de cabeça para baixo os temas das clássicas histórias de bruxa e magia ao construir este primeiro espetáculo inteiramente autoral, com texto, música – composta por Ed Motta – e letra inéditos. No palco, um Rio de Janeiro de atmosfera noir emoldura o texto de Charles, calcado em referências aos clássicos personagens dos irmãos Grimm.

A trama central de 7 – O Musical desconstrói a história de A Branca de Neve, desta vez contada – com certa ironia e muito mistério – sob a ótica da madrasta má. Assim como acontece com a vilã do conto infantil, a protagonista do musical foi trocada por outra, Bianca, “mais bonita, mais pura e mais simples”. Alguns críticos viram em 7 uma fábula sobre a passagem do tempo e a inveja. “É o tipo de peça que não cabe numa sinopse e, ao mesmo tempo, talvez caiba em uma única frase: o que levou a Rainha Má ao extremo de pedir o coração de Branca de Neve?”, explica Charles.

As canções originais, com música de Ed Motta e letras de Claudio Botelho, sublinham o tom fantástico e sombrio do espetáculo. Ed tinha composto vários temas sem letra e nos chamou para ouvir. Era música de teatro, claramente ligada a personagens, a climas e dramaturgia. Não tinha assunto, nenhuma letra, mas era absolutamente teatral. Foi quando nasceu a ideia de fazermos um trabalho juntos, conta Claudio. A aproximação com Ed se deu aos poucos e começou em 2001, quando o compositor saiu entusiasmado de uma apresentação de Company, musical de Stephen Sondheim levado aos palcos do Rio pela dupla.

A ideia central de 7 – O Musical foi consequência da música criada por Ed. A música bastante dramática que ele nos propunha, com um clima dark e sombrio e alguns momentos de alívio e leveza, nos fez pensar imediatamente em nosso projeto sobre os contos dos irmãos Grimm. Não exatamente as histórias edulcoradas que nos chegaram via Disney, mas ir um pouco mais fundo na origem dos contos, sua crueldade e seus aspectos mais adultos. Charles se tornou um obcecado estudioso desses contos, veio colecionando versões e traduções ao longo do tempo, explica Claudio.

A ousadia da montagem é sublinhada pela escalação de um elenco inusitado, com atrizes de gerações e trajetórias bem distintas, como Alessandra Maestrini, Rogéria, Zezé Motta, Alessandra Verney, Janaína Azevedo, Ivana Domenico, Malu Rodrigues e a cantora Eliana Pittman, em seu primeiro trabalho como atriz. Elas são acompanhadas por um naipe masculino de sete atores: Jarbas Homem de Mello, Pedro Sol, Beto Serrador, Otávio Zobaran, Daniel Nunes, Tuto Gonçalves e Marcel Octavio. O elenco é dos sonhos. Trabalhamos, pela primeira vez, com personalidades bastante distintas. Temos vedetes, cantoras, atores que cantam, cantores que atuam, jovens estreantes e veteranos. Era o caldo que precisávamos para fazer deste espetáculo uma experiência inovadora para nós, analisa Charles.

A temporada paulista terá a estreia de Suzana Faini, substituta de Ida Gomes, que esteve em cartaz no Rio com 7 até janeiro deste ano, um mês antes de falecer. Ao receber o Prêmio Shell na categoria Especial, pela contribuição ao gênero musical no teatro carioca, Charles e Claudio dedicaram o troféu a Ida. Escrevemos o musical pensando sempre nela para o papel da Senhora A. Ela foi a inspiração para o personagem, sua voz e sua personalidade contribuíram fundamentalmente para a criação de toda a atmosfera do espetáculo, relembram.

7 – O Musical narra a saga de Amélia (Alessandra Maestrini), mulher que se submete a sete pedidos de uma cartomante, Carmem dos Baralhos (Zezé Motta), no intuito de trazer seu marido de volta. Para cumprir a sétima e mais complicada tarefa, ela vai parar no bordel de Dona Odete (Rogéria), onde se envolve com o jovem Álvaro (Pedro Sol) e sofre nas mãos de outras funcionárias do local, Madalena (Janaína Azevedo) e Elvira (Ivana Domenico). Enquanto isso, uma misteriosa velhinha, Senhora A. (Suzana Faini), segue contando para sua afilhada a história de Branca de Neve, em uma das chaves do misterioso enredo.

Para dar conta da superprodução, uma equipe de 50 pessoas – incluindo uma orquestra de seis músicos – atua dentro e fora de cena. A ficha técnica é formada por vários parceiros dos últimos trabalhos da dupla Möeller & Botelho, como Rogério Falcão, que assinou recentemente os cenários de A Noviça Rebelde, Gloriosa e Avenida Q. Para 7 – O musical, ele criou uma espécie de Rio de Janeiro encantado, em tons de preto, branco e cinza, com direito a uma nevasca em plena Baía de Guanabara.

Já os figurinos – a cargo de Rita Murtinho, vencedora do Shell pelo trabalho – remetem ao imaginário dos contos de fada e revelam o perfil de cada personagem através da roupa e de um elaborado visagismo criado por Beto Carramanhos. Também premiado com o Shell, Paulo César Medeiros concebeu uma iluminação determinante na criação do clima fantasioso e sombrio do espetáculo.

7 – O Musical chega a São Paulo depois de cumprir duas temporadas de sucesso no Rio, onde estreou em setembro de 2007 e conquistou um fiel grupo de fãs. Para os autores, é a sua mais valente produção: nossa assinatura está em tudo. O que irão assistir é um musical inédito, sem o conforto de trazer à tona velhos temas que a memória guardava, mas com o desafio de fazer com que a música e a história cheguem juntas ao mesmo destino: o coração da plateia. A maldição está lançada.


AVENTURA ENTRETENIMENTO

Embalados pelo sucesso de A noviça rebelde, Beatles num céu de diamantes e 7 – O Musical, os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, os empresários Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga, Monica Athayde Lopes e Luiz Calainho e a coordenadora artística Tina Salles criaram a Aventura, empresa com foco na criação, produção e exportação de espetáculos de grande porte. Seguindo o lema criar, produzir e entreter, o grupo tem como objetivo consolidar o mercado de musicais no país. Com investimento total de R$ 12,4 milhões, as três produções já levaram mais de 300 mil pessoas ao teatro nos últimos 12 meses. Os espetáculos contaram com o patrocínio da Bradesco Seguros e Previdência, Bradesco Cartões, ESPM, Ediouro e Rio Design, entre outros, e vêm despertando cada vez mais o interesse de grandes empresas. É crescente o número de companhias atraídas por este segmento com o objetivo de gerar experiência de marca através de grandes produções, afirma Luiz Calainho.

Os planos para 2009 são variados. Além das estréias na capital paulista - Beatles num céu de diamantes, no Teatro das Artes/Shopping Eldorado, e A noviça rebelde, no Teatro Alfa, em março e 7 – O Musical, no teatro Sérgio Cardoso em abril, eles preparam a montagem de outros dois grandes espetáculos no Rio de Janeiro. Desta forma, a Aventura chega ao mercado nacional já com um total de cinco musicais em cartaz. Para o Rio de Janeiro, o grupo vai co-produzir ainda no segundo semestre o musical Spring Awakening – O Despertar da Primavera, dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho e o espetáculo Gypsy, também assinado pela dupla.

A Aventura planeja ainda levar A noviça rebelde para outros países da América Latina em 2010 e costura uma turnê do musical Beatles num céu de diamantes por países como França, Portugal, Polônia, Argentina, México e Chile.



FICHA TÉCNICA

7 - O Musical
Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho
Texto e direção: Charles Möeller
Música: Ed Motta
Letras: Claudio Botelho
Direção musical: Claudio Botelho e Ed Motta
Cenários: Rogério Falcão
Figurinos: Rita Murtinho
Visagismo: Beto Carramanhos
Iluminação: Paulo César Medeiros
Desenho de som: Marcelo Claret
Direção de Produção: Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes
Produção Executiva: Axion Produtores Associados
Realização: Aventura

Elenco (em ordem alfabética):

Alessandra Maestrini - Amélia
Alessandra Verney - Bianca
Eliana Pittman - Rosa
Ivana Domenico - Elvira
Janaina Azevedo / Renata Celidônio - Madalena
Jarbas Homem de Mello - Herculano
Malu Rodrigues - Clara
Pedro Sol - Álvaro
Rogéria - Odete
Suzana Faini - Sra. A
Zezé Motta - Carmem

Coro: Beto Serrador, Otávio Zobaran, Daniel Nunes, Tuto Gonçalves, Marcel Octavio.
Músicos: Gabriel Guenther, Vitor Gonçalves, Camila Bomfim, Pedro Gobeth, Éderson Marques e João Linhares.


SERVIÇO

7 – O Musical
Temporada de 17 de abril a a 6 de junho
Sextas, às 21h30. Sábados, às 21h. Domingos, às 18h.

Teatro Sergio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Tel: 3288-0136
Ingressos a R$ 40 (platéia) e R$ 20 (balcão)
Duração: 2h15
Lotação: 856 lugares
Classificação etária: 14 anos
Vendas Online: www.ingressorapido.com.br

Fotos de Divulgação: Paulo Ruy Barbosa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Zezé Motta canta "O Morro Não Engana"


Zezé Motta canta "O Morro Não Engana", de Luiz Melodia. Vídeo gravado no Morro do Cantagalo (RJ):





terça-feira, 14 de abril de 2009

Zezé Motta canta 'Pode me Chamar', de "Deserto Feliz"


Zezé Motta canta 'Pode me Chamar', da Banda Eddie.

Cena extra do filme Deserto Feliz, de Paulo Caldas:








Zezé Motta em "Deserto Feliz" (2007)



Sinopse

Jéssica (Nash Laila) é uma jovem de 14 anos que vive em Deserto Feliz, uma cidade do sertão pernambucano. Após ser violentada pelo padrasto, sob o olhar cúmplice de sua mãe, ela decide fugir para Recife. Ao chegar na cidade ela passa a trabalhar no turismo sexual, até conhecer o afeto através de Mark (Peter Ketnath), um turista alemão.


Ficha Técnica

Ano de Lançamento (Brasil / Alemanha): 2007
Estúdio: Camará Filmes Ltda. / noirfilme
Direção: Paulo Caldas
Roteiro: Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Manoela Dias e Xico Sá
Produção: Germano Coelho Filho
Música: Erastos Vasconcelos e Fábio Trummer
Fotografia: Paulo Jacinto dos Reis
Direção de Arte: Moacyr Gramacho
Figurino: Bárbara Cunha
Edição: Vânia Debs

Elenco:

Peter Ketnath (Mark)
Nash Laila (Jéssica)
Zezé Motta (D. Vaga)
Servílio Holanda (Biu)
João Miguel (Mão de Veia)
Magdale Alves (Maria)
Hermila Guedes (Pâmela)
Aramis Trindade (Rauariu)
David Rosenbauer (Christopher)
Marília Mendes (Jaqueline)
Elane Nascimento (Daiane)

Premiações:

- Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante (Zezé Motta).

- Ganhou 4 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas categorias de Melhor Filme - Júri Popular, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. Ganhou também o Prêmio da Crítica.


Zezé Motta concorre como Atriz Coadjuvante aos Melhores do Ano da Academia Brasileira de Cinema


A Academia Brasileira de Cinema premiará hoje, 14/04, os melhores do ano em cerimônia, com direito a tapete vermelho, no Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, a partir das 21h.

Artistas como: Wagner Moura, Claudia Abreu, Leandra Leal, Selton Mello, Cássia Kiss, Andréa Beltrão, Julia Lemmertz e Zezé Motta estão entre os 1.200 convidados esperados na cerimônia que entregará o Troféu Grande Otelo pela sétima vez.

O Grande Prêmio Vivo de Cinema, que é considerado o “oscar do cinema nacional”, e é dividido em 25 categorias. Nesta edição do evento, concorrem filmes nacionais lançados entre 1°de janeiro e 31 de dezembro de 2008.

Favoritos

Entre os favoritos estão “Estômago” e “Meu nome é Johnny”, cada um com 14 indicações, seguidos de “Ensaio sobre a cegueira”, que concorre a 13 estatuetas. As três produções disputam com “Linha de Passe” e “O banheiro do Passe” o prêmio de melhor longa-metragem de ficção, o principal da noite.

Além disso, o diretor veterano Nelson Pereira dos Santos receberá uma homenagem por sua carreira. “Nelson é nosso maior cineasta, unanimidade nacional e símbolo de luta pela liberdade de expressão, seu nome está gravado entre os maiores cineastas do mundo”, diz Roberto Farias, presidente da Academia, fundada há cerca de sete anos.

A votação segue o modelo usado pela Academia de Hollywood, em que os membros do grupo votam de forma sigilosa e a apuração e obedece a normas rígidas de auditoria. Com a diferença de que no prêmio do Brasil, tem duas categorias reservadas ao voto popular, por meio do site do evento.

Os indicados

Longa-metragem de ficção
- “O banheiro do papa”, de César Charlone e Enrique Fernández
- “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles
- “Estômago”, de Marcos Jorge
- “Linha de passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas
- “Meu nome não é Johnny”, de Mauro Lima

Longa-metragem de documentário
- “Café dos maestros”
- “Condor”
- “Juízo”
- “O mistério do samba”
- “Panair do Brasil”
- “O tempo e o lugar”

Longa-metragem infantil
- “Garoto cósmico”
- “O guerreiro Didi e a ninja Lili”
- “Pequenas histórias”

Direção
- Walter Salles e Daniela Thomas - “Linha de passe”
- Fernando Meirelles - “Ensaio sobre a cegueira”
- Laís Bodanzky - “Chega de saudade”
- Marcos Jorge - “Estômago”
- Mauro Lima - “Meu nome não é Johnny”

Melhor atriz
- Cássia Kiss - “Chega de saudade”
- Cláudia Abreu - “Os desafinados”
- Darlene Glória - “Feliz Natal”
- Leandra Leal - “Nome próprio”
- Sandra Corveloni - “Linha de passe”

Melhor ator
- Ary Fontoura - “A guerra dos Rocha”
- César Trancoso - “O banheiro do papa”
- João Miguel - “Estômago”
- Selton Mello - “Meu nome não é Johnny”
- Stepan Nercessian - “Chega de saudade”
- Wagner Moura - “Romance”

Atriz coadjuvante
- Alice Braga - “Ensaio sobre a cegueira”
- Andréa Beltrão - “Romance”
- Clarisse Abujamra - “Chega de saudade”
- Julia Lemmertz - “Meu nome não é Johnny”
- Zezé Motta - “Deserto feliz”

Ator coadjuvante
- Angelo Paes Leme - “Meu nome não é Johnny”
- Babu Santana - “Estômago”
- Gael Garcia Bernal - “Ensaio sobre a cegueira”
- Lucio Mauro - “Feliz Natal”
- Paulo Miklos - “Estômago”


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Arquivo: Divina Zezé


A atriz superou o preconceito racial para vencer na profissão, casou cinco vezes, adotou cinco filhas e 25 anos depois ainda é marcada por Xica da Silva

Uma semana antes de começar a gravar as primeiras cenas como a mãe de santo Ricardina, em Porto dos Milagres, Zezé Motta cumpriu um ritual. Foi até seu pai de santo pedir licença para interpretar a personagem.

Ele lhe recomendou que fizesse oferendas a Oxum, seu orixá protetor, e a Iemanjá, sua protetora na novela da Globo. Ela cumpriu à risca. Numa praia deserta no Rio, atirou flores, perfumes e champanhe ao mar e cantou uma música em homenagem a Oxum.

A precaução foi tomada porque há quase 10 anos, quando fez o mesmo papel na minissérie Mãe de Santo na extinta TV Manchete, Zezé não pediu autorização e acredita que sofreu as conseqüências disso. Esquecia o texto e chegou a passar mal no estúdio. Desta vez, não quis correr riscos. Mesmo contando com a orientação de Téo, pai de santo contratado pela produção da novela para auxiliar os atores, Zezé preferiu se cercar de cuidados. “Queria ir à Bahia conversar com mãe Estela, minha mãe de santo. Não deu, mas fiz tudo direitinho”, acredita.

Zezé Motta, 56 anos, agora se divide entre as gravações da novela e os shows do CD Divina Saudade, lançado no início de março em homenagem à cantora Elizeth Cardoso. “Parece um sonho depois de tanto tempo sem gravar”, diz ela, que ficou cinco anos longe das gravadoras. Conseguir retornar ao estúdio foi apenas uma das muitas batalhas que enfrentou em 32 anos de carreira. Logo no início, sentiu na pele o preconceito racial. “O negro só percebe o preconceito no Brasil quando tem condições de competir com o branco”, diz.

Uma das piores histórias de racismo da atriz aconteceu há alguns anos ao visitar um amigo num prédio da Zona Sul do Rio. Foi impedida pelo porteiro de subir pela entrada social. Indignada, enfrentou-o e subiu. O funcionário não se deu por vencido: desligou o elevador e ela ficou presa por alguns minutos. Ele só voltou a ligá-lo quando a atriz já estava aos gritos. “Foi uma humilhação”, resume. Quando chegou ao térreo, passava mal. Foi um longo período na terapia para superar o trauma. “Ainda tenho claustrofobia num nível absurdo”, conta.

Na adolescência, Zezé Motta já sofria com o racismo. “Minhas amigas diziam que meu cabelo era duro, minha bunda grande e meu nariz chato”, lembra. “Alisava o cabelo e lia tudo para saber se existia operação para diminuir a bunda.” Pensou em usar lentes de contato verdes depois de ver uma atriz mulata num filme de Fellini. “Achava que ela só tinha conseguido o papel por causa da cor dos olhos.”

Era só o começo. Filha de um músico que trabalhava como motorista de ônibus para aumentar o orçamento e de uma costureira, Zezé batalhou muito antes de ser reconhecida como atriz. Chegou a morar na casa de Marília Pêra, em São Paulo, por não ter dinheiro para pagar o aluguel. Estavam encenando a peça Roda Viva. “Fiquei desanimada e pensei em desistir e voltar para o Rio e trabalhar como contadora”, recorda.

A amiga a fez mudar de idéia. Hoje são comadres. Zezé é madrinha de Nina, uma das filhas de Marília. “Vivíamos grudadas, parecíamos irmãs xifópagas”, diz Marília Pêra. “Zezé é uma grande artista, ai de quem falar mal dela, a defenderei com unhas e dentes”, afirma a comadre.

Os tempos difíceis ficaram no passado. Zezé Motta virou o jogo ao ser convidada pelo diretor Cacá Diegues para interpretar Xica da Silva. O filme, lançado há 25 anos, rende dividendos até hoje. “Posso dividir a minha vida em antes e depois de Xica da Silva”, diz a atriz. “Tinha consciência de que nunca mais ia ter um papel como aquele.” De repente, a menina de família humilde que viveu num colégio interno dos seis aos 12 anos, passou a ser tratada como rainha. “ Eu parecia voar de tanta emoção”, conta.


Símbolo sexual

Em pouco tempo, foi alçada à categoria de símbolo sexual. Era cortejada, namorou bastante e sofreu o estigma de ter interpretado uma mulher tão marcante. Lembra que os homens se aproximavam desejando a personagem. “Achavam que eu ia ser a grande transa da vida deles”, diverte-se. “Fiquei com o compromisso de ser um mulherão na cama. Fazia tanta mise-en-scène que eu mesma não sentia prazer.” Neste período, precisou recorrer ao analista. Certa vez precisou descer de um táxi em movimento ao perceber que o motorista tentava acariciar suas coxas.

A página só foi virada quando a atriz se casou com o arquiteto Marcos Palma. Foi a primeira de uma série de cinco uniões. Agora, está casada há oito meses com o editor de livros Osmar Rodrigues. “Está ótimo, espero que seja para sempre.” Ela se diverte ao constatar sua fama de casamenteira. E não é a única em sua família. Sua mãe, Maria Elavir, se casou três vezes. A última, aos 66 anos. “Gosto de me dedicar a uma pessoa, de ter companhia para ir ao teatro, ao cinema ou para jantar”, justifica.

A atriz não gerou filhos. Com útero infantil, perdia o bebê no terceiro mês de gravidez. Fez tratamento para dilatar o útero, mas quando recebeu aval para engravidar estava com 39 anos e no fim de seu penúltimo casamento. Zezé não transformou isso numa tragédia. Adotou cinco meninas: Luciana, hoje com 32, Nadine, 24, Sirlene, 21, Carla, 21, e Cíntia, 18. “Sou bem resolvida porque tenho cinco filhas do coração.” As meninas também não têm do que reclamar. “Ela é uma supermãe,”, derrete-se Carla. Zezé acaba de estrear num novo papel: é avó de Heron, filho de Sirlene, sobrinha que criou como filha.

Istoé Gente - 16/04/2001


domingo, 12 de abril de 2009

"A Rainha Diaba" (1974)



Zezé Motta em "A Rainha Diaba" (1974)


Direção: Antônio Carlos Fontoura
Roteiro: Antônio Carlos Fontoura, baseado em estória de Plínio Marcos e Antônio Carlos Fontoura
Produção: Antônio Carlos Fontoura
Música: Guilherme Vaz
Fotografia: José Medeiros
Direção de Arte: Ângelo de Aquino
Figurino: Ângelo de Aquino
Edição: Rafael Valverde


Elenco:

Mílton Gonçalves (Rainha Diaba)
Stepan Nercessian (Bereco)
Odete Lara (Isa Gonzalez)
Nélson Xavier (Catitu)
Yara Cortes (Violeta)
Wilson Grey (Manco)
Edgar Gurgel Aranha (Robertinho)
Geraldo Sobreira (Odete)
Kim Negro (Dentinho)
Sidney Becker (Nílson Pena)
Haroldo de Oliveira (Bigode)
Zezé Motta (Namorada de Bigode)
Hilton Prado (Gravata)
Procópio Mariano (Coisa Ruim)
Selma Caronezzi (Prostituta)
Lutero Luiz (Anão)
Fábio Camargo
Isolda Cresta
Letícia de Souza
Perfeito Fortuna
Arnaldo Moniz Freire
Arthur Maia
Sônia Maracajá
Luiz Mendonça
Júlia Moreno
Paulo Neves
Banzo Negro
André Paura
Pedro Pecado
Marquinhos Rebu
Zé Roberto
Samuca

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Zezé em "Arena Conta Bolívar" (1970)




Arena Conta Bolívar” (Março / Abril de 1970)

De:
Augusto Boal

Direção:
Augusto Boal

Músicas:
Augusto Boal
Théo de Barros

Elenco:
Lima Duarte
Renato Consorte
Cecília Thumim
Isabel Ribeiro
Zezé Motta
Hélio Ari
Benê Silva
Fernando Peixoto

Músicos:
Théo Barros (violão)
Antonio Anunciação (bateria)
José Alves – Nenê (bateria)


Veja mais fotos de "Arena Conta Bolívar":







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Zezé Motta em "Ciranda Cirandinha"


Zezé Motta canta na abertura do seriado "Ciranda Cirandinha". Na guitarra, Fábio Júnior, que integrava o elenco do seriado:




quinta-feira, 9 de abril de 2009

Zezé em "Álbum de Retratos"



Três mulheres e um retrato da mulher brasileira. Artistas na vida e no palco, com trajetória ímpar e muitas histórias contadas entre fotos e frases em forma de um álbum de lembranças, onde “uma imagem vale mais que mil palavras”.

Histórias que estão neste terceiro e penúltimo livro da série Álbum de Retratos - Corpo que traz biografias fotográficas perfilando três maravilhosas mulheres brasileiras: Bete Mendes por Fátima Guedes, Ruth de Souza por Haroldo Costa e Zezé Motta por Walter Carvalho.

Os livros foram lançados em junho de 2008, no Museu da República (RJ).

O projeto Álbum de Retratos é uma coleção de 12 livros (editoras Folha Seca/Memória Visual) patrocinados pela Petrobras, em quatro séries com temas diferentes e cada uma composta por três livros. Esta coleção traduz e homenageia, numa biografia fotográfica, doze personagens da cultura brasileira através do acervo pessoal de fotos de cada um. Projeto criado pelo compositor Moacyr Luz e coordenado pela produtora Trio de Janeiro.

As imagens estampam a infância, o passado, o trabalho, trajetória, as histórias de vida, que ajudará a tornar familiar ao leitor, o íntimo e o público de artistas de diferentes ramos de expressão cultural, mas referências fundamentais em suas áreas de trabalho. Nomes de igual sensibilidade fazem contraponto nesse trabalho como biógrafos, garimpando o baú de recordações do biografado, escolhendo junto as fotos e traduzindo do convívio íntimo mais uma cor, um sugestivo sombreado que o trabalho propõe.

São muitas histórias e referências nesse Álbum de Retratos. “A história dos nossos artistas não tem fim. É um corredor de trabalho e esperança que hoje, em forma de livro, traz em paralelas paredes, palavra e fotografia”, resume Moacyr Luz num dos textos dos livros.


Fotos do livro "Álbum de Retratos":

Com Carlos Prieto


Com Arnaldo Jabor e Cacá Diegues


Zezé


Discografia: "Zezé Motta" (1978)



"Antológico LP de estreia de Zezé Motta como cantora. A atriz revelou-se uma intérprete de timbre grave e interessante. Uma voz pequena mas carregada de dramaticidade e ironia, dependendo da música.

A faixa de abertura de Zezé Motta (1978) é deliciosa. Trata-se de uma das primeiras parcerias de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Muito Prazer Zezé, e já prenunciava o lado divertido e atriz da cantora.

Eclética, ela vai de samba-choro (Rita Baiana), samba-funk (Crioula), pop/romântico com toques jazzísticos (Dores de Amores, na clássica gravação em duo com seu autor, Luiz Melodia), romantismo caliente Pecado Original (Caetano Veloso) e carrega no lado místico afro-brasileiro, em números como Mameto Oiace, Dengue e Babá Abapalá".

Rodrigo Faour.


Faixas:

01- Muito prazer Zezé
(Roberto de Carvalho - Rita Lee)

02- Magrelinha
(Luiz Melodia)

03- Trocando em Miúdos
(Chico Buarque - Francis Hime)

04- Rita Baiana
(Geraldo Carneiro - John Neschling)

05- Dores de amores
(Luiz Melodia)

06- Crioula
(Moraes Moreira)

07- Pecado Original
(Caetano Veloso)

08- Mameto Oiaice
(Célio José - Odeamim José)

09- O Morro não Engana
(Ricardo Augusto - Luiz Melodia)

10- Dengue
(Lecy Brandão)

11- Babá Alapalá
(Gilberto Gil)

Discografia: Negritude (1979)



Faixas:

01- Manhã brasileira
(Manacéa)

02- Atividade
(Padeirinho)

03- Ai de mim
(Geraldo Carneiro - John Neschling)

04- Pensamento Iorubá
(Moraes Moreira)

05- Autonomia
(Cartola)

06- Tabuleiro
(José Márcio - João de Aquino)

07- Senhora liberdade
(Wilson Moreira - Nei Lopes)

08- Cana Caiana
(Maria Bethânia - Rosinha de Valença)

09- Trovoada
(Sergio Natureza - Tunai)

10- Negritude
(Paulo César Feital - Irinéia Maria)

11- Yayá
(H. Vogeler - Marques Porto - Luiz Peixoto)

12- Boca de Sapo
(Aldir Blanc - João Bosco)

Zezé Motta prestigia criação de Superintendência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em São João de Meriti



A Prefeitura de São João de Meriti realizou cerimônia de posse de Leila Regina, Superintendente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SUPPIR MERITI), na manhã desta quarta-feira, 8/4, na Câmara Municipal daquele município.

Entidades, ONGs, representantes de movimentos em prol da igualdade racial lotaram o auditório. Prestigiaram o evento o prefeito Sandro Matos, os deputados federais Carlos Santana e Cida Diogo, e a atriz e Superintendente da SUPPIR/RJ, Zezé Motta, que não resistiu e brindou o público interpretando a canção Senhora Liberdade de Wilson Moreira e Nei Lopes.

Também estiveram presentes o Bispo, Dom José Francisco, o presidente da Câmara, o vereador Antonio Titinho, e vereadores de São João de Meriti, São Fidelis e Belfort Roxo.

O órgão foi criado com o objetivo de implementar políticas públicas em questões raciais para manter o direito de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização de identidade, na busca de consolidação da democracia brasileira, ao lado da africana, indígena, européia e asiática.

São João de Meriti é o primeiro município no estado do Rio de Janeiro, a incluir no currículo escolar do ano letivo de 2009, História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. O conteúdo é ensinado nas unidades escolares da rede municipal de ensino, nas áreas de Educação Artística, Língua Portuguesa, Literatura e História Brasileira. O objetivo é a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitudes, posturas e valores que eduquem os alunos quanto à pluralidade étnico-racial.



Fonte: Portal Sidney Rezende.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Zezé Motta está de volta a BH



Faz tanto tempo que Zezé Motta não canta em Belo Horizonte... Ao ser perguntada quando foi seu último show aqui, diz não se lembrar. "Tenho a impressão que nem cheguei a fazer o ‘Divina Saudade’ (show baseado no CD homônimo, dedicado a Elizeth Cardoso) em Belo Horizonte. E olha que estou fazendo esse trabalho há seis anos", conta, enquanto dá uma risada. Pois os fãs dessa atriz e cantora consagrada tiveram oportunidade de revê-la no último domingo (5), no parque municipal, como atração do projeto Sesc MPB.Com, ao lado de Maurício Tizumba.

No show, ela fez um apanhado dos discos que gravou. Além do repertório do último, "Divina Saudade", vai cantou aquelas que o "público gosta de ouvir": "Senhora Liberdade", "Dores de Amores" e "Magrelinha" são algumas delas. "A praia da Elizeth era a música romântica. Como era um show ao ar livre, não posso fazer algo tão romântico. Não combina com o clima. Peguei então algumas coisas animadas que Elizeth gravou, como ‘Mulata Assanhada´ e ‘É Luxo Só´, e incluí alguns dos meus sucessos", conta.

Novela da Globo

Este ano, Zezé Motta vai precisar se desdobrar para dar conta dos projetos. Foi convidada pelo diretor Jorge Fernando e pelo autor Walcyr Carrasco para participar da próxima novela das sete da Rede Globo, "Caras & Bocas". Revela que ainda não sabe nada sobre o personagem. "Só entro no capítulo 60. Como eles foram gravar na África do Sul, fiquei sem contato. Só vou saber algo do personagem quando a novela estrear. Mas já tive uma dica: uma pessoa da direção de arte encomendou uns acessórios afros para o meu personagem (risos)", diz.

Além da novela, Zezé vai estar no próximo filme de Xuxa, "O Mistério da Feiurinha". "É a terceira vez que trabalho com ela (Xuxa). Este filme é baseado num livro que está fazendo muito sucesso nas escolas. Nele, o autor juntou todas as princesas: Branca de Neve, Rapunzel, Gata Borralheira. A história faz uma visita a elas já casadas, com filhos. É muito divertido. Foi a própria Sasha (filha de Xuxa) que descobriu esse livro na escola e sugeriu à mãe para fazer o filme".

Além da atriz, a cantora prepara sua volta ao mercado fonográfico. No segundo semestre, grava o CD e DVD "O Samba Mandou me Chamar. "É um projeto de quatro anos. Eu estava na fila da gravadora Biscoito Fino. Ele ia ter inclusive a supervisão da Maria Bethânia. Mas Bethânia começou um trabalho, saiu viajando pelo mundo e abriu mão da supervisão. Agora fechei com a (gravadora) Rob Digital. Eles gostaram. O produtor vai ser o Paulão Sete Cordas, o mesmo de Zeca Pagodinho. O cara é pé-quente. Minha primeira ideia era fazer um disco de releituras. Mas recebi muito material inédito e mudei o foco. Estou com música de Nelson Sargento, Paulo César Pinheiro, Altayr Velloso, Serginho Meriti, Marquinhos PQD, Sérgio Procópio... Por aí vai (risos)".


Leia abaixo a entrevista na íntegra com Zezé Motta:

Jornal Pampulha: Há muito tempo você não canta em Belo Horizonte. Tem idéia de quando se apresentou aqui pela última vez?

Zezé Motta: (risos). É verdade. Estou animadérrima. Faz tanto tempo que não me lembro. Sinceramente não me lembro. Eu tenho a impressão que eu nem cheguei a fazer o "Divina Saudade", esse trabalho em homenagem a Elizeth Cardoso. Eu tenho a impressão que eu não fiz em Beagá. Olha que estou rodando com esse trabalho há seis anos. Se eu fiz em alguma festa privada. Mas eu estou tão esclerosada. Estou desde ontem (segunda-feira) pensando qual foi a última vez que fui a Belo Horizonte. Só olhando nas minhas agendas, que guardo, velhas (risos).


Jornal Pampulha: O que você está preparando para o show?

Zezé Motta: Eu vou fazer um apanhado dos meus discos. Eu estou há seis anos sem um trabalho novo. O último trabalho foi o "Divina Saudade". É um trabalho belíssimo, mas eu tenho a frustração de que foi mal distribuído. Eu consegui fazer "Hebe Camargo", "Sem Censura", "Jô Soares", todos os programas de audiência, mas aí depois as pessoas não encontravam nas lojas. Infelizmente. Isso acontece. Então, mas esse disco é um trabalho muito romântico. Mais de 50% do CD é música romântica porque era a praia da Elizeth Cardoso. Mas tem as coisas também animadas, que Elizeth também gravou: "Mulata Assanhada", "É Luxo Só", "Barracão"... Eu peguei as coisas mais animadas do "Divina Saudade", porque o show é o ar livre, não pode ser um show tão romântico, senão não combina com o clima. Mas vai ter alguma coisa romântica porque sou romântica (risos). Mas é um mix. Eu tenho umas seis músicas desse último projeto e tenho aquelas músicas que eu sei que o público gosta de ouvir, que vão pedir e que não tem jeito, tem que cantar: "Senhora Liberdade", "Dores de Amores", que a galera não dispensa, o "Malegrinha", do Luiz Melodia. É um mix. Tem uma ou duas músicas de cada álbum meu.


Jornal Pampulha: Você está voltando para a TV agora. Foi convidada para participar da próxima novela das 19h da Rede Globo ("Caras & Bocas"). Qual vai o personagem na novela?

Zezé Motta: (risos) Eu não sei nada sobre o personagem. Eu só sei que o Jorge Fernando (diretor) me convidou, e o Walcyr Carrasco (autor). São duas pessoas que eu admiro e confio. Eu não sei nada porque a novela já está sendo gravada, mas o meu personagem entra só no capítulo 60. Como eles foram lá para a África do Sul para gravar, ficamos sem contato. Eu acho que só vou saber de fato alguma coisa do personagem quando estrear a novela em abril. É quando o Jorge e o Walcyr vão ficar mais tranquilos para a gente poder conversar sobre meu personagem. Agora, eu já tive uma dica: uma pessoa da direção de arte encomendou uns acessórios afros para o meu personagem (risos). Eu nem sei ainda o nome do personagem. Vai ser um ano bem agitado pra mim...


Jornal Pampulha: Quais são seus outros projetos para este ano?

Zezé Motta: Eu vou fazer o próximo filme da Xuxa. Vou trabalhar com ela pela terceira vez. Nós fizemos "Duendes 2" e há três anos fizemos "A Cidade do Tesouro Perdido". Foi uma participação muito bonita. O filme abria comigo e o Milton Gonçalves perdidos procurando a tal da cidade. Foi uma homenagem bonita. Agora, a Xuxa vai fazer o "Mistério de Feiurinha", que é um roteiro muito interessante. É baseado num livro que está fazendo muito sucesso nas escolas. Nele, o autor juntou todas as princesas: Branca de Neve, Rapunzel, Gata Borralheira. E a história faz uma visita a elas já casadas, com filhos. É muito divertido. Foi uma história que a própria Sasha descobriu na escola, sugeriu, e é muito boa.


Jornal Pampulha: Qual vai ser seu papel?

Zezé Motta: Nesse eu sei (risos). Tem um personagem que vai ser feito pelo Antonio Pedro. Eu sou meio que assessora dele. Eu meio que conto a história junto com ele. E aí tem um mistério que eu vou desvendar que eu não posso cantar porque meio que o final do filme (risos). Eu sou co-narradora, assessora do escritor da história que é o Antonio Pedro.


Jornal Pampulha: E quais seus outros projetos?

Zezé Motta: Vou lançar um CD e DVD. Não sei aonde vou arranjar tempo pra tudo isso (risos). Vai se chamar "O Samba Mandou me Chamar". Esse é um projeto de quatro anos. Mas eu estava sem gravadora. Eu estava na fila da Biscoito Fino. Ia ter inclusive supervisão da Maria Bethânia. Aí, ela começou um trabalho, saiu viajando pelo mundo, abriu mão da supervisão e me falou pra ir em frente. Mas não rolou. Agora vou gravar pela Rob Music. Dessa vez está sacramentado. Eles gostaram do projeto. Já vou conversar em abril com o produtor, que vai ser o Paulão Sete Cordas, o mesmo produtor de Zeca Pagodinho. O cara é pé-quente (risos). Estou super-animada. As pessoas ficam me perguntando como dou conta de tanta coisa (risos).


Jornal Pampulha: Como?

Zezé Motta: Eu acho que é uma questão mesmo de você ter uma boa equipe, um bom empresário e muita disciplina. Eu, por exemplo, meu dia rende muito porque eu acordo muito cedo. Todos os dias, às seis da manhã, eu pulo da cama (risos). No máximo, sete horas. A não ser quando eu faço show mais tarde, aí muda tudo.


Jornal Pampulha: Voltando ao "Samba Mandou me Chamar". O repertório será só de inéditas?

Zezé Motta: A primeira idéia era de fazer releituras. Mas eu comecei a receber tanto material bom inédito, que eu mudei o foco. Agora vou conversar com o novo produtor. Talvez tenha uma releitura. Mas ainda não sei.


Jornal Pampulha: Quem te mandou material inédito?

Zezé Motta: Nós fizemos uma feijoada, há quatro anos, para 200 pessoas. Convidamos todos os compositores de samba do Rio de Janeiro. E eu fiquei muito emocionada porque quase todos compareceram, a não ser os que estão viajando, com algum impedimento. Estou com música de Nelson Sargento, Paulo César Pinheiro, Altayr Velloso. Tem também uma galera mais jovem, como Serginho Meriti, Marquinhos PQD, Sérgio Procópio, por aí vai (risos). Está bem recheado. O DVD vai ser pelo Canal Brasil. Ainda não tenho data, mas com certeza será no segundo semestre. A gravação vai ser no teatro Rival.


Jornal Pampulha: Pensou em convidados?

Zezé Motta: Tudo isso vou ter que sentar e discutir. Pensei em Emílio Santiago, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila... Mas não tem nada decidido. Depende muito da agenda de cada um.


Jornal Pampulha: Tem saído nos jornais que a Taís Araújo vai ser a primeira protagonista negra de uma novela de horário nobre da maior emissora do país (na novela "Viver a Vida", de Manoel Carlos). O que você achou disso?

Zezé Motta: Eu vibrei. Eu fico muito feliz com essa notícia e duplamente emocionada até porque há 30 anos que luto por isso. Enquanto militante do movimento negro e presidente da Cidan (que é o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro) estou nessa expectativa faz algum tempo. Para mim, é uma coisa emocionante porque já há algum tempo o Gilberto Braga (autor de novela) tentou que eu fosse protagonista de uma novela dele, mas no meio do caminho a sinopse não foi aprovada. Mas não precisa ser eu. Não importa. O importante é a gente ter uma atriz negra. Não precisa ser a Zezé Motta. Mas eu me lembro que naquela época fiquei muito frustrada. Isso foi em 1984. Aí, ele escreveu (a novela) "Corpo a Corpo") e me deu um papel de destaque. Eu fazia uma paisagista, que causou bastante polêmica... Agora, tenho certeza que a Taís vai fazer um belo trabalho porque ela é muito boa atriz.


Jornal Pampulha: Na época de "Corpo a Corpo" alguns telespectadores chegaram a criticar o fato de um branco (o personagem do ator Marcos Paulo) estar se relacionando com uma negra. Alguns sugeriram ao ator lavar a boca com água sanitária depois de te beijar em cena. Como foi aquilo?

Zezé Motta: Foi uma coisa muito violenta. Foi feita uma pesquisa na época sobre o que as pessoas achavam daquele casal mutirracial. E as reações foram inesperadas para todos nós: para o autor, para mim e para o próprio Marcos Paulo. O Marcos chegava em casa e encontrava recados horrorosos na secretária eletrônica dele, perguntando qual era a dele de estar passando por aquela humilhação. Teve um rapaz que disse não acreditar que o Marcos Paulo estivesse tão necessitado de dinheiro para se submeter àquilo.


Jornal Pampulha: Mas você acha que melhorou, o negro tem papel de destaque nas novelas?

Zezé Motta: As coisas estão mudando, sim. Devagarinho, mas estão. Essa coisa também de papéis diversificados é fundamental. Até para trabalhar não só a auto-estima da comunidade negra, mas também para o público se acostumar. Às vezes, o público estranha. Não foi a primeira vez que o público rejeitou um casal multi-racial. Lá atrás, eles já tinham rejeitado um casamento do Zózimo Bubu, na extinta TV Tupi, com Leila Diniz. A TV Tupi mudou o enredo e o Zózimo teve que casar com a Evita Nascimento. Essa estranheza é a própria mídia que impõe. Mas as coisas estão mudando. Eu já percebo que os autores estão preocupados em diversificar papéis. Eu mesmo já fui empresária, dona de casa... Essa coisa agora de o negro ter uma família nas telenovelas é um avanço. Antigamente, os personagens negros viviam a reboque dos personagens brancos, e eles não tinham uma história. Eles não tinham família, não tinham pai, mãe, filho, marido...


Jornal Pampulha: Mas e, em termos de preconceito na sociedade. Você tem notado avanços ou tem consciência de que as portas se abrem para você, uma negra, só porque é a Zezé Motta?

Zezé Motta: Eu tenho essa consciência. Essa questão no Brasil é uma mancha horrorosa de séculos e que não se apaga assim, com facilidade. Eu acho que a gente vai ter aí algumas gerações para resolver isso. Ainda mais que é um racismo velado. É muito complicado.


Jornal Pampulha: Mas, no seu caso, qual foi o episódio mais traumático?

Zezé Motta: São tantas histórias. Já tive comercial rejeitado pela loja. A agência me escolheu, a loja me pagou, mas o outdoor não foi para a rua. Eles disseram que a clientela da loja era classe média, e que a classe média era preconceituosa, e não ia aceitar a sugestão de uma negra. Nas relações afetivas isso também é muito complicado. Já tive problemas de ter um namorado branco e a família aceitar porque eu era amante, concubina, ou sei lá que nome eles quisessem dar... Morávamos juntos, e o rapaz quis oficializar a relação, mas a família criou o maior rebu. Já me apontaram o elevador dos fundos... É complicado.


Jornal Pampulha: Na sua trajetória, o seu papel mais importante foi mesmo "Xica da Silva"?

Zezé Motta: Sem dúvida. "Xica da Silva" foi um divisor na minha vida e na minha carreira. Até hoje as pessoas comentam. Tem gente que chega para mim e fala que a Taís (Araújo, que viveu a personagem numa novela da extinta TV Manchete) fez muito bem, mas que a Xica sou eu (risos). Realmente foi um marco. É um personagem muito forte, muito carismático. Você vê que o personagem mudou a vida da Taís também.


Jornal Pampulha: E, curiosamente, Xica era uma mineira...

Zezé Motta: Pois é. Por conta desse personagem muita gente pensa que sou mineira.


Jornal Pampulha: Este ano você completa 65 anos. Como lida com essa questão do tempo?

Zezé Motta: De bem com a vida. Mas é uma coisa também muito característica do negro. Meu avô materno morreu com 70 anos sem nenhuma ruguinha. A minha mãe tem 85 anos e é uma menina (risos). É animada, disposta, faz hidroginástica, vai a igreja todos os dias, caminha, faz parte de grupo de terceira idade. Eu vou na cola dela porque eu quero ficar bem como ela está aos 65 anos. Mas confesso que eu tinha umas bolsas que herdei da minha mãe, tinha um inchaço nas pálpebras. Essas bolsas me envelheciam e me davam um ar de cansaço. Eu já me liberei delas. Porque agora com a TV digital a gente tem que ficar atenta. Mas eu cuido da saúde também. Eu moro na lagoa, caminho fim de semana, oito quilômetros, dou a volta inteira na lagoa, faço pilates, faço dieta e por aí vai...


Jornal Pampulha: Você é religiosa, acredita em Deus?

Zezé Motta: Eu sou kardecista e tenho dito que a minha religião é Deus. Se você não tiver nenhuma conexão com o divino fica mais difícil porque aqui não é o paraíso mesmo.


Jornal Pampulha: Mas quem é seu Deus?

Zezé Motta: A natureza. Não é nenhum velhinho barbudo, não. É essa natureza, misteriosa.


Jornal Pampulha: Recentemente você foi incluída numa pré-seleção para possível candidata ao prêmio Nobel. Como recebeu isso?

Zezé Motta: Foi um projeto de um movimento de mulheres de São Paulo, para escolher mil mulheres do mundo inteiro para se candidatar ao prêmio Nobel. O projeto foi aprovado, e eu estava lá no meio (risos).


Jornal Pampulha: E qual foi sua reação?

Zezé Motta: Minha primeira reação foi pensar: meu Deus, com tantas mulheres no Brasil, por que eu? Depois, eu aceitei. Pelo menos reconheci que eu tenho me esforçado para cumprir a minha missão aqui nesse planeta. É através de movimento negro, através do Cidan, através das seis meninas que adotei...


Jornal Pampulha: Você adotou seis crianças?

Zezé Motta: Na verdade, três fazem parte da família já. E as outras foram chegando e eu deixei. Já estão todas criadas. Comigo só mora a caçulinha, que está com 20 anos, que é minha sobrinha mesmo, filha do meu irmão. Ela morava no interior da Bahia, ela é surfista e resolveu fazer uma faculdade de jornalismo. Como ela é de Itacaré, e ela não tem, ela veio morar comigo para fazer faculdade.


Jornal Pampulha: A maternidade foi importante para você?

Zezé Motta: Eu nunca pari. Era um grande sonho meu e eu realizei através dessas filhinhas do coração. Ter adotado essas seis foi muito importante. Eu sou do signo do Câncer. Sou mãezona mesmo. Adoro essa coisa de família. Domingo mesmo teve um almoço lá em casa com 12 pessoas porque o namorado de uma delas foi lá para me conhecer.


Bate-bola

Cantor: Emílio Santiago
Cantora: Maria Bethânia
Ator: Marco Nanini
Atriz: Marília Pera
Livro: "Viva o Povo Brasileiro", de João Ubaldo Ribeiro
Seu melhor CD: o primeiro ("Zezé Motta")
Filme: "Deus É Brasileiro", de Cacá Diegues
Música: "A Noite do Meu Bem", de Dolores Duran
Compositor: Luiz Melodia
Uma frase que define Zezé Motta: "Zezé Motta é uma guerreira"



Fonte: Jornal Pampulha

Zezé Motta se apresenta em BH



Ele, mineiro de Belo Horizonte, tornou-se um dos artistas negros mais populares do estado, com trabalho nas áreas de música, artes cênicas e cinema. Ela, fluminense de Campos do Goytacases, tornou-se unanimidade nacional desde que incorporou a revolucionária Xica da Silva no filme homônimo de Cacá Diegues, dividindo-se sempre entre a música e a arte da representação.

Juntos pela primeira vez, Maurício Tizumba, de 51 anos, e Zezé Motta, de 64, se apresentaram juntos no Parque Municipal, em BH.

Ao atender o celular, no Rio, na véspera do show, Zezé Motta pediu 40 minutos até que terminasse de preparar a quentinha na sede da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socimpro), onde é diretora de comunicação há 12 anos. Paralelamente, a “cantriz” trabalha como superintendente da igualdade racial na Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro (SEDH-RJ), além de ser presidente de honra do Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN). “É uma trabalheira”, confessa, consciente da resistência do mercado à sua carreira de cantora.

Preparando-se para voltar a estúdio, depois de Divina saudade, CD-tributo a Elizeth Cardoso, de 2000, que havia morrido no ano anterior, a cantora vai gravar O samba mandou me chamar em que, além de inéditos de Altay Veloso, Paulo César Feital e Marquinho PQD, vai regravar clássicos do gênero de Luiz Ayrão e outros autores.

Paralelamente, aceitou “no escuro” fazer Caras & bocas, próxima novela global das 19h, por confiar nos amigos Walcyr Carrasco (autor) e Jorge Fernando (diretor). “Não vão me dar coisa ruim para fazer”. “Além de eu precisar de pagar minhas contas, também”, brinca, que também vai voltar a filmar com Xuxa: O mistério da feiurinha, baseado no livro homônimo de Pedro Bandeira.

Em BH, Zezé Motta cantou acompanhada de Ricardo MacCord (teclados).


Fonte: Portal New.Divirta-se.Uai